terça-feira, 3 de maio de 2011

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Se a indignação não me tocasse neste e em muitos casos sociais, é lógico que não escreveria a dizer-vos fosse o que fosse, mas faço-o também para ser, ainda, mais uma outra mão, de alguém que me pede ajuda porque está na frente de combate e eu ocupo assim um lugar de funcionalidade da palavra e da palavra Vida no aspecto gráfico no espaço e no sentimento, particular de cada um que se desenvolve em variações possíveis para se juntarem ou não a esta luta. Luta, sim, porque não são só os políticos que devem lutar e dar a cara ao seu País, devemos nós também dizer porque somos responsáveis, mesmo que venha alguém e diga: - lá vem esta com moral - esta com moral - sabe o que está a dizer e sofre. Quando lhe exigem que pague contribuições, paga, mas não quer estar a ser representada por pessoas que não sejam dignas das palavras que usam.-
Sim, a moral da vida - temos nós curso superior - e nem sabem o particípio passado dos verbos, ser, estar, morto; ter ou haver, matado e nem mesmo neste erro reparado reflectem na palavra que é tão forte e se pondere nela. Morte.
Esta, por escalpelização ainda vivo. O Animal. Ainda vivo.
Reparem na indignação da prática do troféu em forma de escalpe, que os Índios Americanos praticavam.
O que será agora destes escalpelizadores e matadores contratados? Por quem? Por que empresas? Por que países? Por que governos que nos representam?
Perguntam: - e o que iremos comer - rapidamente lhes responderia se a má criação fosse o meu forte.
Peço pois a vossa atenção senhores que nos regem e nos representam e com desenvoltura se preparam para os vossos discursos nos parlamentos vários, já que somos uma Europa Unida, a ver se se safam das maleitas deixadas ao povo pela vossa gerência económica. Peço-vos:
- Olhem por estas vidas que estão a olhar pelas vossas.

A minha luta é só uma: A vida.
A quem lhe foi dada, não lhe pode ser negada, todo o ser que se move, liberta.
Vida.


Inez Andrade Paes

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