sábado, 25 de janeiro de 2014
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
O
meu anjo de metal, estava hoje virado de cabeça para baixo, não sei como
conseguiu dormir toda a noite assim. Arranjei-o confortavelmente logo que o vi
e ouvi gemendo da posição. Creio ter sido propositada esta posição,
desenvolvendo um melhor pensamento. A reflexão exacta para que a generalidade
dos grandes sonhos ficassem pequenos, (assim como as crises são pensadas na
cabeça dos economistas) as costuras a rebentar com o conteúdo quase à mostra e
em volta a sobrevivência.
Raríssima
forma de dormir dos anjos.
Urgência no desenvolvimento da harmonia humana.
Urgência no desenvolvimento da harmonia humana.
Este
meu anjo de metal dorme agora, não quer acender a gambiarra de Natal, com a
qual se predispôs a andar todo o ano, ilumina o mundo com o pensamento,
brilhante, capaz de mudar tudo, abraça os animais ao nível do humano, porque
eles sim, são capazes de dar a razão da sobrevivência dos homens.
Estejam
atentos aos vossos anjos, sentados nos vossos ombros. Eles dizem-vos mais do
que a capacidade do que se diz humano.
Inez
Andrade Paes
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
sábado, 7 de dezembro de 2013
Levou consigo, aqueles olhos azuis de amor
o mesmo azul dos teus olhos transparece na água cálida
em que teu corpo surge
profundo pensamento levanta-se em todo esplendor
de profundo pensador
da tua mão agarrei em paterna dor
ausência liberta
mesmo aquela
cálida serena dor
em que sentem Poetas
quando a morte aperta
a garganta
os cala
na mais translúcida água a que pertences
levo-te flores que deposito na margem
as vagas tranquilas vagas tocam
no teu olhar azul
todas as pétalas que quis para ti são meu abraço
Virgilius
Inez Andrade Paes, em memória de Virgílio de Lemos - 6 de Dezembro 2013
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
domingo, 24 de novembro de 2013
terça-feira, 19 de novembro de 2013
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Gaston Lacombe Visual Stories
A pena aplicada sem causa nenhuma.
A vergonha da curiosidade humana.
A verdadeira ignorância atrevida.
O abandono de vidas.
Nunca comparando.
É a prisão de animais em prol do prazer humano.
Não sou a favor de zoos
Não sou a favor de zoos marinhos
Não sou a favor de qualquer espectáculo com animais.
Inez Andrade Paes
sábado, 21 de setembro de 2013
Pego em tuas mãos, com linhas tão claras e definidas e tão à flor da pele, e tão à flor de todos os nossos sorrisos e de todos os nossos vícios que é a vida, de ser nascido numa África que hoje se senta ao colo de todos os poderosos, mas que na sua social essência, é tão pobre como as mãos dos que nos abraçam e são amigos. Mas esta pobreza está só nas mãos vazias de ambição. Porque Moçambicano que se preze não tem ambição, porque nasceu num chão onde a plenitude está.
Tuas palavras, querido Poeta, são lanças de flores e água que os pássaros vêm buscar e levam para o Mar.
Não seria esse Mar tão nosso conhecido e onde a Glória repousa ainda e se modifica na textura lírica que se perdura nela e em todos nós? Não seria esse Mar tão teu, como os que te amortalham e te seguem, lambendo as hastes modestas que te crescem como asas mas que não te deixam voar porque aqui sentes, meu querido Poeta, aqui no nosso chão de onde as nossas Mães secretamente nos velam. Aqui estão as mãos dos pretos que nos criaram e nos abraçaram e nos amaram sempre sem a lei dos que não sentem, sem a lei dos que pensam saber que com frases feitas só as margens da folha nos são dadas para a escrita.
Mas tu sabes Poeta, querido Poeta, nós temos o papel todo, até aquele que nos serviu de exemplo através das mãos dos outros Poetas que estiveram presos e nos passaram um testemunho exacto da segurança que é necessariamente humana.
Liberto estas palavras secas, em memória de todos os nossos Queridos Poetas Mortos e levanto-me contigo na mesma luta que continua, pelo mais fraco e pelo que enobrece e dá o corpo na frente da batalha que ainda não está ganha e que não pode ser exemplo dos que estão em frente e desassossegam um Povo que já deve estar livre de todas as amarras que estão gravadas e evidenciadas na história que outros ainda se vangloriam e não dão exemplo de nada.
Levanto-me contigo em toda a Nobreza que tem sido a tua Palavra e dignifico a causa de uma luta saturada, aberta e com a urgência de ficar cicatrizada.
Ao Povo Moçambicano e a todos que da escrita dão voz àqueles que não conseguem com a escrita dignificar a Vida.
Inez Andrade Paes, em resposta ao Poeta Eduardo White – 17 de Setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
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