sexta-feira, 1 de junho de 2012

Não sei de quem é a imagem, não gostaria de a pôr aqui.   Foi através dela, que escrevi o poema.



em penitência a um chão de cascalho quente
a criança desespera pela morte anunciada
a poucos passos        a Mãe
que não o pôde ter em colo       sempre magro

porque de tudo o que a manhã breve acende

as mãos dos outros homens
servem à guerra
servem ao dinheiro
servem à indiferença

o sofrimento é só deste menino

a Mãe reparte-se
e o homem ao fundo vê tudo

Inez Andrade Paes

                                                                                                                                                            

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