o cisne atravessa
silencioso
a superfície da água
sorri a brisa
que lhe confere o desenho
do bico
como leito
há margens de solidão
outras de revolta
que o cisne esclarece
na sua chegada
pausadamente sai
e com asas de barítono
liberta a densa neblina
que carregou da travessia
Inez Andrade Paes - poema do próximo livro de poesia


Sem comentários:
Enviar um comentário