sábado, 31 de janeiro de 2015
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
ÀS ESCADARIAS DE PEMBA
esse passo lento com que sobes as escadas
em cada passo
no que de curto o olhar é pensamento
distante raro mas de beleza constante
em que a particularidade do sonho
é desembainhado
quando o moscardo passa
no calor da subida em que
cada degrau é um fardo
em cada passo uma memória
e a mulher na descida faz chegar ao rosto suado
vento breve mas certeiro
de que pedras raras são
esses degraus largos e
compridos de que pedras raras são
olha para trás
vê a buganvília ainda te recebe na descida
Inez Andrade Paes in Da Estrada Vermelha - p.43, 2015
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
domingo, 18 de janeiro de 2015
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
sábado, 27 de dezembro de 2014
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
"Dos Silêncios que Cantamos"
Antologia
V.22.10
se as Aves esperam
nesse corpo que está deitado
é noite que ausente sente
o amor que preso se debate
Inez Andrade Paes
sábado, 13 de dezembro de 2014
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
domingo, 16 de novembro de 2014
Poema a uma Joaninha
na
palma da mão
podia
ser uma flor
um
momento em que o suor une as linhas
mas
é um insecto
que
pousa
e
se mostraInez Andrade Paes
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Antologia Poética organizada por Gisela Ramos Rosa
Inclui Autores de diferentes quadrantes poéticos
Pela editora COISAS DE LER
Não a tenho na mão ainda mas tenho a noção da beleza como esta capa foi pensada, e o conteúdo desta será de água
líquida ondulação
aperta ao longe as árvores
as plantas
circunscreve terra
amplos bocados de esperança
a palavra
a palavra
Inez Andrade Paes
domingo, 5 de outubro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
domingo, 31 de agosto de 2014
Era uma vez um pêssego
Era
uma vez um pêssego
pequeno
amarelo com as faces rubras antes do sol nascer
Só
antes do sol nascer!
E
conto-vos porquê:
- porque mal o sol raiava
entre folhas amareladas se escondia
para
que durante o dia ninguém o comesse.
Pobre
pêssego esse
que
apodreceu no ramo e caiu
seco
Valeu-lhe
o sacrifício ser hoje
uma
árvore
Inez
Andrade Paes
domingo, 24 de agosto de 2014
Eduardo White
da brusca ira se devolve
na brusca ira se envolve
levanta a cabeça
e no cansaço repartido
deixa-se cair
na mais íngreme descida
entre dois momentos
do amor
o mato de perigo
o bosque de folhas secas a amolecer
Escrevi para ti Eduardo, neste dia 21 de Agosto de 2014. A imagem foi uma das que não coube nos "desiluminados" . Com o carinho e amor de sempre,
Inez
domingo, 10 de agosto de 2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
“o
direito de viver em Paz”
sacode almas que estão
em nome daquelas que não
perturba
a anima calma
da
anima em contradiçãoo vento que nos chega
não chega a contar-nos tudo
porque a morte o cega
e só os que lá estão são assunto
mas o mar traz-nos
os mortos
intactos
com um grito de pedido
o direito de viver em Paz
Inez Andrade Paes
Subscrever:
Mensagens (Atom)










