no silêncio desta casa in Revista Chicos Cataletras 76
domingo, 6 de outubro de 2024
segunda-feira, 29 de julho de 2024
A partir de dois versos de Garbo Gomes
A simples razão do silêncio importa de Inez Andrade Paes
in QUIASMO - Artes Letras e Ciência
terça-feira, 2 de julho de 2024
domingo, 26 de maio de 2024
noventa e nove anos e saudade
o amor
sempre presente
a rectidão
a segurança
a dor espargida levando a mágoa para longe
sem olhar
a constante observação
a respiração breve
como um pequeno pássaro
que levo em minha mão
serás sempre
quem
o meu rosto ilumina
abro a porta e estás
absorta
por trás do teu rosto
o nº 1 de Tchaikovsky
consigo dar-te a mão
e deixar
o pequeno pássaro
Inez Andrade Paes in Todos os dias (26 de Maio)
Tchaikovsky: Piano Concerto No. 1, Op. 23
sábado, 6 de abril de 2024
quinta-feira, 21 de março de 2024
que sabes
que sabes
do verso
que é sentido
do amor
que é só
Inez Andrade Paes in todos os dias - 21 de Março de 2024
sábado, 3 de fevereiro de 2024
"Humuvia"
parto à morte que me cerca
parto à morte
que me cega
nestas águas transparentes
Quatro primeiros versos do poema com o qual colaboro em: "Humuvia" Antologia poética organizada por F. Domene, S. Aguaded e D. Pérez Venegas; Palabras Mayores – Editorial Alhulia, Granada, 2023 (p.35)
terça-feira, 23 de janeiro de 2024
“O Fogo do Fogo No Fogo”
A Luísa Demétrio Raposo pelo seu livro “O Fogo do Fogo No Fogo”
erupções voluptuosas
que se tresmalham entre a suave
pétala
e a crueza carnal de lasciva súplica
incompreensão ?
serão palavras as culpas de um corpo
que se desnuda e a social ética
sobressai gela entre olhares de dúvida
e a vermelhidão espásmica alterando o sangue
em desvario
comam e bebam sem descanso lambam as carnes menos insanas
toquem todos os sinos
Inez Andrade Paes
sexta-feira, 19 de janeiro de 2024
Em baldio
em baldio se deita a terra de lavra inteira
Primeiro verso do poema com o qual colaboro em: "O Sangue dos Rios - Poetas celebram Fernando Namora" - Antologia poética organizada por Pedro Miguel Salvado, António Lourenço Marques e Carlos d'Abreu; Edição da Câmara Municipal do Fundão, 2019 (p.51)
terça-feira, 19 de dezembro de 2023
quinta-feira, 7 de dezembro de 2023
ama
alza lo sguardo all’orizzonte
lì al crepuscolo la morte lascia la pace
afferra il filo della coscienza
non lasciare che quel vestito si spiegazzi
per un peso che non è il tuo
solleva il velo che si è acceso
ci sono mani nel grembo di quell’orizzonte
e presto si diffonderà in una forte luce di fuoco
(inedito, 2021)
Incontro con la poesia di Inez Andrade Paes, traduzioni e critica poetica di Yuleisy Cruz Lezcano
sexta-feira, 24 de novembro de 2023
os dias partem palavras
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
sexta-feira, 6 de outubro de 2023
terça-feira, 5 de setembro de 2023
in É o teu rosto fecundo entre bivalves, Revista Caliban, 2017
Leitura do livro "Serão os Cisnes que Voltam?" de Alfonso Pexegueiro
sexta-feira, 18 de agosto de 2023
CANGAS e JUGOS
No amanhecer, não são só os pássaros que chegam para cantar, o som recortado pelo traço do paralelo em que assenta a curva da roda do carro de bois, também adianta o dia.
Vacas e bois são quem puxa. O cheiro característico que os segue é fardo que nos guia até eles. Umas vezes cheios, outras vazios, os carros aumentam o som no espaço.
No corpo limpo ou marcado, pelas crostas de bosta seca, o pêlo avermelhado ou malhado a branco e preto, tão daqui, deste lugar onde a Ria entrecorta o chão e avança lentamente com seus braços de água.
Em junta seguem os animais sob o jugo de madeira lavrada que assenta nos robustos pescoços ligados por brochas e figuras geométricas, a talha já tão macerada por anos de trabalho.
dois bois de olhos grandes
um homem calçado de socas e uma longa vara
o ritmo de todos
faz a música do dia
as patas dos animais pousando conforme a carga
o toque da vara no lombo dos bois
as socas a bater no granito os olhos dos três
encerram
um pensamento vagaroso e belo
anunciam
mais um dia de trabalho
Inez Andrade Paes








