terça-feira, 2 de dezembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Poema a uma Joaninha


na palma da mão
podia ser uma flor

um momento em que o suor une as linhas

mas é um insecto

que pousa
e se mostra

Inez Andrade Paes

quinta-feira, 6 de novembro de 2014


Antologia Poética organizada por Gisela Ramos Rosa
Inclui Autores de diferentes quadrantes poéticos
Pela editora COISAS DE LER





Não a tenho na mão ainda mas tenho a noção da beleza como esta capa foi pensada, e o conteúdo desta será de água

*      *        *             *
 
líquida ondulação
aperta ao longe as árvores
as plantas
circunscreve terra
amplos bocados de esperança

a palavra
a palavra

Inez Andrade Paes

segunda-feira, 27 de outubro de 2014


          há um cogumelo branco na sombra daquela casa




           há um cogumelo branco à sombra daquela casa

*

domingo, 5 de outubro de 2014


quando o abandono
separa
levemente a brisa mascara
as rugas de maresia
que se colam
às gastas partes da memória

Inez Andrade Paes


sábado, 13 de setembro de 2014

Do Zimbabwe para o Zimbabwe e o Mundo


domingo, 31 de agosto de 2014

                                                     
                                           Era uma vez um pêssego

 
 
Era uma vez um pêssego
pequeno    amarelo    com as faces rubras antes do sol nascer
Só antes do sol nascer!
E conto-vos porquê:
- porque mal o sol raiava       entre folhas amareladas     se escondia
para que durante o dia ninguém o comesse.
Pobre pêssego esse       
que apodreceu no ramo e caiu    
seco
 
Valeu-lhe o sacrifício ser hoje
uma árvore
 
Inez Andrade Paes

domingo, 24 de agosto de 2014

Eduardo White



da brusca ira se devolve
na brusca ira se envolve
levanta a cabeça
e no cansaço repartido
deixa-se cair
na mais íngreme descida
entre dois momentos
do amor

o mato de perigo
o bosque de folhas secas a amolecer 

Escrevi para ti Eduardo, neste dia 21 de Agosto de 2014. A imagem foi uma das que não coube nos "desiluminados" . Com o carinho e amor de sempre,
Inez


domingo, 10 de agosto de 2014

segunda-feira, 4 de agosto de 2014


 
“o direito de viver em Paz”
 
sacode almas que estão
em nome daquelas que não

perturba a anima calma
da anima em contradição
 
o vento que nos chega
não chega a contar-nos tudo
porque a morte o cega
e só os que lá estão são assunto
 
mas o mar traz-nos
os mortos
intactos
com um grito de pedido
 
o direito de viver em Paz
 
Inez Andrade Paes


sexta-feira, 18 de julho de 2014

"Homem a ser morto por cravos envenenados"



 
   Rui Paes
   Homem a ser morto por cravos envenenados (200 x 40), 2014
 
Em exposição a partir de hoje às 16:00 horas no Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto.

quinta-feira, 10 de julho de 2014


bordejada de gotas luzidias
a rocha emerge

serpenteada de espuma
que surge da batida da água mais acima

Inez Andrade Paes