quarta-feira, 30 de abril de 2014

segunda-feira, 28 de abril de 2014

FOTO de Windmills Edition
 


CAÇA AOS ÍNDIOS
 
 Estranho o humano que assim consegue, através da força a sua imagem.
 
Cada dia que se despe, a farda deve ser mais pesada.
 
Não penso que aqueles homens, pelo menos todos os que ali se encontram, sintam a força nas mãos e no olhar a maldade.
 
Pergunto a estes homens armados sobre a essência e a razão.
 
- Porque não te despes? -
 
Inez Andrade Paes

 
 

domingo, 27 de abril de 2014



estames frágeis com pontas laranja
a formar um martelo

pétalas raiadas de sangue
rosa pálido

as flores de marmelo
olham o céu

não toques que murcham
não crescerão senão verdes e peludos
como secos e enrugados dedos
dentro da água morna

deixa-as olhar-te
e dá-lhes a mão               depois da maturação


Inez Andrade Paes

segunda-feira, 21 de abril de 2014


quem traz esse olhar a mim?
- pássaros que voam perto

dizem-me o amor a ter -
Inez Andrade Paes

sábado, 19 de abril de 2014

sexta-feira, 11 de abril de 2014

 
 
Uma vez um menino
um menino pequenino
como um rolinho de papel
enroladinho em qualquer dedinho
assim esse menino dançava
quando desenrolava
era uma vez
o enroladinho
um menino de papel
que se enrolava no meu dedinho
no mindinho
miudinho
 
 
 assim é a história deste menino
 
Inez Andrade Paes

sábado, 5 de abril de 2014



 
a chuva pesa nas tuas folhas
um arco forma-se a elas
abriga intrusos

o vento embala e manda-os embora

quando as gotas caem

Inez Andrade Paes

segunda-feira, 24 de março de 2014

sexta-feira, 21 de março de 2014

Uma prata que se estende numa possível Baía

 
 
 
 
"Cintilações da Sombra 2" Antologia poética,
Coordenada por Victor Oliveira Mateus
Editora Labirinto / Núcleo de Artes e Letras de Fafe
Será apresentada hoje por António Carlos Cortez,
às 18h.30 na Sociedade Portuguesa de Autores 

sábado, 15 de março de 2014


ternura acesa
na mão pequena
que fecha           rechonchuda
em concha

o polegar e o indicador tocam-se
e meditam

Inez Andrade Paes




 

segunda-feira, 3 de março de 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

 
 
Reencontro, António Quadros
 
Era uma vez uma menina vestida de azul que voava num galo azul e misturavam-se com o céu. Levava a lua nas mãos para iluminar caminhantes.
 
Um dia a menina subiu mais alto e avistou lá de cima dois bois vermelhos com cornos iguais à lua que levava nas mãos.
 
Percebeu então que não era só ela que gostava da lua, também aqueles bois gostavam e usavam-na presa, à cabeça!
 
- Querem mostrar ao mundo a sua luz -
 
Iluminam os Bois os caminhos
Ilumina a menina, os de quem voa
 
Inez Andrade Paes