segunda-feira, 24 de março de 2014
sexta-feira, 21 de março de 2014
Uma prata que se estende numa possível Baía
"Cintilações da Sombra 2" Antologia poética,
Coordenada por Victor Oliveira Mateus
Editora Labirinto / Núcleo de Artes e Letras de Fafe
Será apresentada hoje por António Carlos Cortez,
às 18h.30 na Sociedade Portuguesa de Autores
sábado, 15 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Reencontro, António Quadros
Era uma vez uma menina
vestida de azul que voava num galo azul e misturavam-se com o céu. Levava a lua
nas mãos para iluminar caminhantes.
Um dia a menina subiu
mais alto e avistou lá de cima dois bois vermelhos com cornos iguais à lua que
levava nas mãos.
Percebeu então que não
era só ela que gostava da lua, também aqueles bois gostavam e usavam-na presa, à
cabeça!
- Querem mostrar ao
mundo a sua luz -
Iluminam os Bois os
caminhos
Ilumina a menina, os
de quem voa
Inez Andrade Paes
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
acabou de chover
um vento repentino e tudo paradoo ar ficou limpo mas gelado
do céu um risco em ponto branco verticalmente tombado
lá vai o pássaro todo contente em direcção ao horizontedeixando o projectado dejecto mesmo ao meu lado
dizem os entendidos que a fortuna me chega
se assim for? Que venha calada porque de projectos assim vejo-os às dezenas e a fortuna é a mesma
os pássaros encantados e os horizontes plenos
Inez Andrade Paes
sábado, 1 de fevereiro de 2014
Percorrendo a praia toda até ao fundo, mulheres pescam peixes minúsculos azul turquesa prateados.
- Outro viajante segredou em seus ouvidos - substituíram as capulanas de tantas cores e desenhos que aos olhos dos pequenos peixes pareciam bancos de coral por redes finas verdes, armadilhas transparentes cor de laivos de Mar.[…]
Com que urgência se denota a falta da mesma urgência, em que o limite repara a inocência e escapa aos capazes? Com que urgência se espera a incapaz vontade?
Limito a ferocidade na mais leal e breve vontade, de dizer aos senhores que na terra dos corais não mandam eles mas a incapacidade.
Inez Andrade Paes
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
O
meu anjo de metal, estava hoje virado de cabeça para baixo, não sei como
conseguiu dormir toda a noite assim. Arranjei-o confortavelmente logo que o vi
e ouvi gemendo da posição. Creio ter sido propositada esta posição,
desenvolvendo um melhor pensamento. A reflexão exacta para que a generalidade
dos grandes sonhos ficassem pequenos, (assim como as crises são pensadas na
cabeça dos economistas) as costuras a rebentar com o conteúdo quase à mostra e
em volta a sobrevivência.
Raríssima
forma de dormir dos anjos.
Urgência no desenvolvimento da harmonia humana.
Urgência no desenvolvimento da harmonia humana.
Este
meu anjo de metal dorme agora, não quer acender a gambiarra de Natal, com a
qual se predispôs a andar todo o ano, ilumina o mundo com o pensamento,
brilhante, capaz de mudar tudo, abraça os animais ao nível do humano, porque
eles sim, são capazes de dar a razão da sobrevivência dos homens.
Estejam
atentos aos vossos anjos, sentados nos vossos ombros. Eles dizem-vos mais do
que a capacidade do que se diz humano.
Inez
Andrade Paes
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
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