sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

 
 
Reencontro, António Quadros
 
Era uma vez uma menina vestida de azul que voava num galo azul e misturavam-se com o céu. Levava a lua nas mãos para iluminar caminhantes.
 
Um dia a menina subiu mais alto e avistou lá de cima dois bois vermelhos com cornos iguais à lua que levava nas mãos.
 
Percebeu então que não era só ela que gostava da lua, também aqueles bois gostavam e usavam-na presa, à cabeça!
 
- Querem mostrar ao mundo a sua luz -
 
Iluminam os Bois os caminhos
Ilumina a menina, os de quem voa
 
Inez Andrade Paes
 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014


acabou de chover
um vento repentino e tudo parado
o ar ficou limpo mas gelado

do céu um risco em ponto branco verticalmente tombado
lá vai o pássaro todo contente em direcção ao horizonte
deixando o projectado dejecto mesmo ao meu lado

dizem os entendidos que a fortuna me chega
se assim for? Que venha calada
porque de projectos assim vejo-os às dezenas e a fortuna é a mesma

os pássaros encantados e os horizontes plenos

 
Inez Andrade Paes
 
 
 

sábado, 15 de fevereiro de 2014


hoje os pássaros estão vigilantes na Ilha
o sol abarca o dia em que chegas
 
Teresa Roza D’Oliveira


sábado, 1 de fevereiro de 2014

 
 […]  Outra madrugada chega mais bela que a anterior, hoje de prata, tão aberta que contrasta com os corpos feito silhuetas dos pescadores ao longe.
Percorrendo a praia toda até ao fundo, mulheres pescam peixes minúsculos azul turquesa prateados.
- Outro viajante segredou em seus ouvidos - substituíram as capulanas de tantas cores  e desenhos que aos olhos dos pequenos peixes pareciam bancos de coral por redes finas verdes, armadilhas transparentes cor de laivos de Mar.[…]

 Inez Andrade Paes in O Mar que Toca em Ti, Pemba, 2006, pag.14

 
Hoje, 1 de Fevereiro de 2014, leio na VISÃO

Com que urgência se denota a falta da mesma urgência, em que o limite repara a inocência e escapa aos capazes? Com que urgência se espera a incapaz vontade?
Limito a ferocidade na mais leal e breve vontade, de dizer aos senhores que na terra dos corais não mandam eles mas a incapacidade.
 
Inez Andrade Paes 

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

 

O meu anjo de metal, estava hoje virado de cabeça para baixo, não sei como conseguiu dormir toda a noite assim. Arranjei-o confortavelmente logo que o vi e ouvi gemendo da posição. Creio ter sido propositada esta posição, desenvolvendo um melhor pensamento. A reflexão exacta para que a generalidade dos grandes sonhos ficassem pequenos, (assim como as crises são pensadas na cabeça dos economistas) as costuras a rebentar com o conteúdo quase à mostra e em volta a sobrevivência.
 
Raríssima forma de dormir dos anjos.
Urgência no desenvolvimento da harmonia humana.
 
Este meu anjo de metal dorme agora, não quer acender a gambiarra de Natal, com a qual se predispôs a andar todo o ano, ilumina o mundo com o pensamento, brilhante, capaz de mudar tudo, abraça os animais ao nível do humano, porque eles sim, são capazes de dar a razão da sobrevivência dos homens.

Estejam atentos aos vossos anjos, sentados nos vossos ombros. Eles dizem-vos mais do que a capacidade do que se diz humano.

Inez Andrade Paes


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Conto de Fadas não de Reis


Três Reis
é dia de Reis



sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

CHAMAM ECOTURISMO


 Norte de Moçambique.
Quem se responsabiliza?
Continua a mortandade.



domingo, 29 de dezembro de 2013

Para a serenidade XIX

 
 
 
 
 

 
 
 
 


quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

sábado, 14 de dezembro de 2013

LEILÃO NATAL - Sete Pintores e uma Ourives