sexta-feira, 29 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
abelhas
mal tocam a parede daquela casaalegres em sintonia
tentando poiso
mas logo vão ter com a flor
que ali perto se abre ao sol
gulosamente se esfregam arrumando o pólen
nas peludas e negras patas
que sujas
são
carregadas e amareladas
e
voltam
entram
e
sábado, 23 de março de 2013
quarta-feira, 20 de março de 2013
Exploração de grafite em Cabo Delgado
esventram
esventram
esventram o chão
e não deixam pão
Inez Andrade Paes
http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/24625-triton-minerals-inicia-exploracao-de-grafite-em-cabo-delgado.html
sexta-feira, 15 de março de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
Mulher
olhar eterno naquela janela
esconde a solidão do corpo
silhueta que o sol apresenta
numa das faces tristeza plena
na outra
um fugaz sorriso
quando o passarinho passa e deixa
um olhar esquivo
tão preciso
o olhar eterno numa janela
esconde o silêncio do fundo da casa
Inez Andrade Paes
sexta-feira, 1 de março de 2013
A Lista Final dos Candidatos apurados ao Prémio será divulgada
a 17 de Abril em, http://gloriadesantanna.wordpress.com
http://gloriadesantanna.files.wordpress.com/2012/11/premioliterario-regulamento.pdf
sábado, 16 de fevereiro de 2013
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
POEMA a ti
Alba
solidão entre sereias
e algas
que em terra se abandonam
magoam tanto os meus pés descalços
entre as cortadas partes
que ao sol ficaram
inda percorro a terra molhada
orvalho sem dono
com o som do teu respirar vindo da toca
um homem velho
um homem belo
sinto-te aqui entre os meus afazeres
a subir a escada
com poeira cinza e heras enroladas
danças comigo de novo?
Inez Andrade Paes
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
sábado, 26 de janeiro de 2013
Ao Poeta Virgílio de Lemos que escreveu o primeiro verso, nome do seu livro editado em 2001
“Para fazer um mar”
devolvo-te as pedras que tinha guardadas
lavadas
agrupadas
arrumadas e contadas
.
para juntas voltarem a estar
.
nas ondas que lavam
nas ondas que banham
tuas mãos cansadas
teus olhos aflitos
teu corpo ausente
.
sempre serenamente
aguardo o vento morno que te traz
Inez Andrade Paes
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