quarta-feira, 20 de junho de 2012
Verdes Prados
a natureza corta o sopro
na imensidão do pequeno ser
entre cores
entre amor
sacia bestas e protege-as
porque de castigo o são
libertas
entre espinhos e flores
feridas a descoberto
envolve de paz
a crisálida
que aberta
liberta
mais um belo ser
traz entre as asas um pó que de ouro é
no mais ténue tom
liberto
entre puro alvo
e sombra profunda
Inez Andrade Paes
sábado, 9 de junho de 2012
sábado, 2 de junho de 2012
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Não sei de quem é a imagem, não gostaria de a pôr aqui. Foi através dela, que escrevi o poema.
em penitência a um chão de cascalho quente
a criança desespera pela morte anunciada
a poucos passos a Mãe
a poucos passos a Mãe
que não o pôde ter em colo sempre magro
porque de tudo o que a manhã breve acende
as mãos dos outros homens
servem à guerra
servem ao dinheiro
servem à indiferença
servem à indiferença
o sofrimento é só deste menino
a Mãe reparte-se
e o homem ao fundo vê tudo
Inez Andrade Paes
sábado, 26 de maio de 2012
"em memória de tudo em que estás vivo"
não vi o velho homem que ali costuma estar a vender velas, dois pedaços de cera restavam ainda no fundo dos candeeiros, um de cada lado, e a abelha que ali sempre está quando vos visito
acendi os dois bocados de cera, a abelha pousou na pedra
uma luz para ti Mãe, outra luz para ti Pai
luzes trémulas ainda quando parti
limpei as folhas secas e as rosas soltas de pétalas
a abelha fez-me correr e dar uma gargalhada, veio atrás de mim e das rosas que levava
agora já não me custa ali ir, mesmo que daquele lugar nada seja vosso ser
a abelha guarda-vos
Inez Andrade Paes
segunda-feira, 14 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Florestas Moçambicanas
PLANTAI ÁRVORESPlantai árvores, camaradas
Sobre o solo nacional,
Fazei mais famoso ainda
Este lindo Moçambique
País que eu quisera ver
Fecundo, infinito
Grande, como foi outrora
Como pode ser ainda
Plantai árvores, camaradas
Enraizai-as no chão
O vosso esforço isolado
De pouco pode valer
Mas os poucos fazem muito
E amar a Pátria é dever
Não é patriota apenas
Quem, com armas na mão
Contra os agressores estranhos
A Pátria defende
NÃO!
Também é bom Revolucionário
O honrado trabalhador
Que o solo Pátrio amado
Fecunda com o seu suor
É patriota igualmente
Quem a terra fertiliza
Quem as plantas prende à terra
Quem à terra as enraíza.
A árvore amiga e boa
É do homem companheira
Dá-lhe sombra que refresca
A lenha, o fruto, a madeira.
Manuel Gondola in "Poesia de combate" LITERATURA NOVA
Publicações Nova Aurora - Lisboa,1974 pag,32
sexta-feira, 27 de abril de 2012
A luta económica pelo PROGRESSO
‘If you destroy the forest, you destroy us too.’
- Blade Awá -
http://www.survivalinternational.org/awa
quarta-feira, 25 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
Em memória da minha Bisavó Lavínia que tocava Cavalleria Rusticana de Mascagni
FLORES ABERTAS
lembras-te da tarde
em que estavas adormecido junto ao cedro
com pedras castanhas a cobrir-te os pés
essas flores amarelas que saíam aqui e ali
eram as alegrias que teus dedos faziam mexer
por baixo das agonias
que teu coração não quis transparecer
diz-me tens saudades daquele lugar?
onde as árvores cantam
e os pássaros param para ouvir
tudo ali é diferente porque de amor se quis
que naquele cedro perto da raiz nascessem pedras castanhas
todas brilhantes como se pintadas de verniz
ali jazem a tua e a minha mão
em forma de raiz para que delas nasça outro cedro
só
com flores amarelas abertas
é para ti
Inez Andrade Paes
Subscrever:
Mensagens (Atom)


