domingo, 27 de novembro de 2011
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
UM DIA ASSIM
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
HOMENS orthos
chamo-lhes com nomes a todas as palavras
indiferentemente
se são esguias ou mais que magras
chamo-lhes com todas as letras
altas e baixas
de estrutura seca ou mesmo molhada
ainda a acabar mesmo no fim de cada uma
cedo-lhes os acentos de rebordos largos
para que neles se governem
entre os folhos ou os trapos
mas que se deitem todas
na mesma espuma branca
em que a massa rebola
depois de sêca ...........com tinta se desenha
chamo-lhes com nomes a todas as palavras
leves aromáticas mesmo que maceradas
a deitar líquido fermente
de fermentação
chamo-lhes com nomes todas elas descalças
depois cada um se as quiser
que as calce e lhes molhe a aba
rebole com elas e se deixe estar
se vier alguém se misture ou largue
mas não me venham com coisas ............essas de estranhar
porque elas já cá estavam antes de chegar
com elas nos deitamos e com elas nos levantamos
sempre dentro da boca
esteja ela aberta ou fechada
chamo-lhes com nomes
e mais nada
Inez Andrade Paes
domingo, 16 de outubro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Todos os dias
2011 e a escravatura.
Quantas crianças estarão escondidas em mundos impossíveis.
menino
passa-te nas costas ......uma haste
apontada ao céu
de enxada em mãos tão pequenas
cavas a terra vermelha
quem te obriga meu menino
quem te obriga e passa por ti sem te ver
brincas e lamentas
com insectos
que aparecem no revolver do chão
de poeira
ficam
as cores fortes da Gala gala
e o azul que o Madindi traz do céu
quando vem beber as tuas gotas de suor
quem te obriga
menino
repousa agora
para a noite de esperança
mão generosa te pegue ......te leve embora
Inez Andrade Paes
domingo, 2 de outubro de 2011
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Este Setembro
farias hoje muitos anos Pai, mais anos do que o velho Cedro
que fala com a Lua
que fala com o Sol
faz estremecer de susto quem por baixo dele passa
porque se abraça e geme
lembras-te daquela árvore
é um Cedro não igual aos outros
em cada ramo pássaros baloiçam e dormem em noites agitadas de vento
é um Cedro
o vizinho não gosta de árvores
lembras-te daquela árvore
é um Cedro ficou sem braços do lado esquerdo
são côtos espetados como lanças do lado esquerdo
como escadas
ainda se sobe enquanto a seiva passa
é um Cedro
que plantaste vindo de Melgaço
Pai
tenho dois pequeninos que apanhei e guardei em meu regaço
levo-os comigo para a casa grande
onde não há vizinho
onde é ainda campo
onde o vento sopra nos ramos
onde o Sol seca a humidade da noite
Inez Andrade Paes
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Às Escadarias de Pemba
esse passo lento com que sobes as escadas
em cada passo
no que de curto o olhar é pensamento
distante e raro mas de beleza constante
em que a particularidade do sonho
é desembainhado
quando o moscardo passa
no calor da subida em que cada degrau é um fardo
em cada passo uma memória
e a mulher na descida faz chegar ao rosto suado
vento breve mas certeiro
de que pedras raras são
esses degraus largos e compridos
de que pedras raras são
olha para trás
vê a buganvília
ainda te recebe na descida
Inez Andrade Paes
sábado, 13 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Vento II
sábado, 9 de julho de 2011
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