Se a indignação não me tocasse neste e em muitos casos sociais, é lógico que não escreveria a dizer-vos fosse o que fosse, mas faço-o também para ser, ainda, mais uma outra mão, de alguém que me pede ajuda porque está na frente de combate e eu ocupo assim um lugar de funcionalidade da palavra e da palavra Vida no aspecto gráfico no espaço e no sentimento, particular de cada um que se desenvolve em variações possíveis para se juntarem ou não a esta luta. Luta, sim, porque não são só os políticos que devem lutar e dar a cara ao seu País, devemos nós também dizer porque somos responsáveis, mesmo que venha alguém e diga: - lá vem esta com moral - esta com moral - sabe o que está a dizer e sofre. Quando lhe exigem que pague contribuições, paga, mas não quer estar a ser representada por pessoas que não sejam dignas das palavras que usam.-
Sim, a moral da vida - temos nós curso superior - e nem sabem o particípio passado dos verbos, ser, estar, morto; ter ou haver, matado e nem mesmo neste erro reparado reflectem na palavra que é tão forte e se pondere nela. Morte.
Esta, por escalpelização ainda vivo. O Animal. Ainda vivo.
Reparem na indignação da prática do troféu em forma de escalpe, que os Índios Americanos praticavam.
O que será agora destes escalpelizadores e matadores contratados? Por quem? Por que empresas? Por que países? Por que governos que nos representam?
Perguntam: - e o que iremos comer - rapidamente lhes responderia se a má criação fosse o meu forte.
Peço pois a vossa atenção senhores que nos regem e nos representam e com desenvoltura se preparam para os vossos discursos nos parlamentos vários, já que somos uma Europa Unida, a ver se se safam das maleitas deixadas ao povo pela vossa gerência económica. Peço-vos:
- Olhem por estas vidas que estão a olhar pelas vossas.
A minha luta é só uma: A vida.
A quem lhe foi dada, não lhe pode ser negada, todo o ser que se move, liberta.
Vida.
Inez Andrade Paes
terça-feira, 3 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
ANJOS QUE ESPERAM
somos anjos dos que estão
depois da morte
somos a mão que dependerá
da pausa para o pensamento
somos anjos de azul celestial
de nossos véus pousados no rio
virão barcas
com faces voltadas umas contra as outras
e enfim elas não sabem nada
e enfim elas acreditarão
na luz eterna
somos anjos dos que estão
depois da morte
Inez Andrade Paes
Acordei com a lembrança da voz de Yma Sumac. Este pássaro de olhos rasgados e voz singular permanece no imaginário. Grande a voar sobre as planícies com montanhas em volta.
Chuncho é exemplo.
depois da morte
somos a mão que dependerá
da pausa para o pensamento
somos anjos de azul celestial
de nossos véus pousados no rio
virão barcas
com faces voltadas umas contra as outras
e enfim elas não sabem nada
e enfim elas acreditarão
na luz eterna
somos anjos dos que estão
depois da morte
Inez Andrade Paes
Acordei com a lembrança da voz de Yma Sumac. Este pássaro de olhos rasgados e voz singular permanece no imaginário. Grande a voar sobre as planícies com montanhas em volta.
Chuncho é exemplo.
sexta-feira, 18 de março de 2011
PAREDES ABERTAS AO CÉU
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
"Retrato do Poeta"
vejo-te
na hora tardia de Sol
que se põe
.
morno
..Inez Andrade Paes
Lorraine Hunt - Lieberson at Ravinia. Baghdad Cafe: Calling You
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
GAVIÃO
de desprezo absoluto
ou indignação? .......és um jovem caçador
das aves de rapina o mais rápido
nos espaços exíguos das moitas
sai de lá com sua presa
na particularidade com que depenas a ave pequenina
brevemente páras e olhas em redor
com teus olhos de sobrolho em riste
grande em cabeça pequena
qualquer outra ave ..........de. pena
desaparece com tua presença
a não ser a da tua espécie que te cobiça a presa
deste teu olhar Gavião
quanta liberdade poderás viver ainda
?
Inez Andrade Paes
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Trocando palavras
"...pena que Dr. Adrião Rodrigues , homem de tal envergadura moral e intelectual , não tenha assistido à queda de um ditador por vontade firme do Povo Egípcio na Praça Tahrir LIBERDADE, e ver como esse sentimento conquistado se traduz num fogo de artifício surpreendente e mágico. Momento histórico que mudará a cena política em todo o Oriente.
A imprensa tornou-se livre e conquistou sua legítima liberdade."
Inez Andrade Paes e Virgílio de Lemos, esta noite de 11 de Fevereiro entre as dunas da Bretanha do Sul e a Quinta entre braços de Ria.
A imprensa tornou-se livre e conquistou sua legítima liberdade."
Inez Andrade Paes e Virgílio de Lemos, esta noite de 11 de Fevereiro entre as dunas da Bretanha do Sul e a Quinta entre braços de Ria.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O GATO-PRETO E AS ROLAS-TURCAS DA LARANJEIRA

- Se eu tivesse as asas que me caíram ontem? - choramingava o Gato-preto do muro -
- Se tu tivesses as asas que te caíram ontem Gato? As laranjas caíriam ao chão. - respondiam as Rolas-turcas -
- Se eu tivesse as asas de ontem? - repetia-se o Gato-preto -
- Se tu tivesses as asas de ontem, voaríamos até ao alto daquele telhado. - respondiam as Rolas-turcas -
- Se as asas me tivessem querido até hoje? - continuava o Gato-preto -
- Não estaríamos aqui Gato. Porque do alto do telhado te avistaríamos como o Gavião avista a mais pequenina ave. - respondiam as Rolas-turcas -
- Ajudem-me aqui a chegar até esse ramo. - pedia o Gato-preto -
- Não podemos Gato, o teu corpo é mais pesado que o nosso e caíriamos os três ao chão e nossas cabeças seriam um batuque para todas estas laranjas que aqui estão. - respondiam as Rolas-turcas -
- Resta-me aqui ficar a olhar-vos, belas Rolas. - suspirava o Gato-preto -
- Serás então nosso espelho, Gato. Com esse teu belo e negro brilhante pelo. - respiraram fundo as Rolas-turcas -
Inez Andrade Paes
domingo, 16 de janeiro de 2011
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
MULHER PERDIDA NA CIDADE

vejo uma mulher curvada a correr de sombrinha na mão
seria sombrinha se o sol ali estivesse
agarrada a ela como a degolasse
miseravelmente arrastadas
as duas
uma na outra
seriamente
reparo na aflição do olhar dela com a sombrinha na mão
que ergue agora como bandeira
para passar o trânsito veloz com cavaleiros defesos
de olhar feroz
atravesso-me na via
com os cavaleiros atrás
de lufadas quentes nas narinas e relinchos perdidos
na nossa atenção
na da mulher com sombrinha na mão
e na minha chamada transgressão
aos olhos da civilização
como poderá hoje uma mulher do campo atravessar a estrada
de sombrinha na mão num dia de chuva?
miseráveis cavaleiros
de embustes caseiros sem chuleios nem alfinetes
que lhes agarrem as vestes
Inez Andrade Paes
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
QUERER, TER E SER
breve é a palavra no momento que me contém
na insidiosa ferida que se abre mais ao céu
aromas na lembrança
apaziguam a Fé
alterada
disforme mágoa
repetidamente insana
ai carne, da mesma carne
visível ao disfrute velado
em que teu olhar
avança e esconde
ódio em tuas palavras
ai carne, da mesma carne
levanto as mãos ao céu
pedindo vigilia
para que te cure
de anos atrás
de grades ............sonhando
vales
para teus servos de serapilheira
com bandejas de prata
olha para mim .....carne da mesma carne
teu sangue escorreu num fio ........de longo
teus planos misturaram-se com teu cavalo ...e teus ogres
peço ao céu tua cura
em oração que resvala de meu peito lavado
por esta mão materna
Inez Andrade Paes
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